Governo e Cevital avançam no projeto de implantação de usina siderúrgica em Marabá

Viabilização da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Marabá, no sudeste paraense; incentivos fiscais; licenciamentos ambientais e resolução judicial das áreas disponíveis para o empreendimento. Esses foram os principais pontos discutidos na reunião de trabalho que mobilizou representantes da empresa Cevital e do Governo do Pará, na manhã desta quarta-feira, 10, na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), em Belém. A reunião contou com a presença do titular da Secretaria, Adnam Demachki, do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Estado (Codec), Olavo das Neves e do consultor jurídico do Estado do Pará, Caio de Azevedo Trindade.

Governo e Cevital estão negociando a viabilização do projeto de implantação de uma indústria siderúrgica na cidade de Marabá. Cauteloso, Demachki avalia que cada passo é importante no processo e tem articulado o esforço coletivo do Estado como contrapartida ao interesse da Cevital em construir e gerir o funcionamento do empreendimento.

“O Estado tem mostrado ampla transparência nesse processo assumindo o que nos cabe. Neste momento, estamos nos comprometendo, mais uma vez, com as demandas que nos exigem tempo, energia, dinheiro e muito diálogo, entre nós da administração pública e até com outras esferas administrativas”, destacou Adnan.

Os executivos da Cevital, Paulo Hegg, que representa a companhia argelina no Brasil e Achur Iskounen, gerente Financeiro de Projetos, já apresentaram o cronograma de etapas do empreendimento que tem previsão de implantação no terreno previsto para receber, anteriormente, a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), da Vale, que em acordo oficializado pelo Estado em junho passado, transferiu a área e as licenças já obtidas para a Cevital. Também já houve a definição do fornecimento do minério de ferro e do transporte ferroviário do minério e do aço pela Vale em favor da Cevital, incluindo transferência de tecnologia, entre outros itens.

Ao final do encontro, foi criado um Grupo de Trabalho para monitorar as iniciativas tomadas a respeito do projeto com reuniões regulares a cada quinze dias. “Se avançarmos, como esperamos, até dezembro de 2017 nosso desejo é começarmos as obras civis”, afirmou Paulo Hegg, da Cevital. 

 

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