Hong Kong foi o maior comprador de carne paraense

Embora a exportação de carne para a China tenha tido aumento em todo o país, sendo apontada como um dos fatores de encarecimento do produto nacionalmente, no Pará, também de acordo com a Aliança Paraense, a federação que mais comprou carne da produção local foi Hong Kong (R$ 60,8 milhões), e Egito (U$ 48,5 milhões), em seguida. Em terceiro lugar no ranking aparece a China (U$ 40,6 milhões), que é sucedida por Israel (U$ 17,8 milhões), Cingapura (U$ 9,7 milhões) e Emirados Árabes (U$ 5,3 milhões).

Para este ano, Francisco Victer anuncia que as expectativas são de melhora para o mercado interno. “Com essa boa valorização no preço do boi que ocorreu em 2019 esperamos que o pecuarista possa retomar os investimentos na pecuária, visando aumentar a produtividade, com redução de custos e melhoria na sua rentabilidade. Isto promete um aumento da oferta de carne bovina com melhor qualidade e menores preços ao consumidor paraense”, argumenta.

O economista Eduardo Costa, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), também projeta que os preços irão diminuir em comparação com o pico dos últimos meses de 2019. “Fazer previsões na economia é avaliar o cenário atual, que pode sofrer variações ao longo do ano em função de choques exógenos. Mas, tudo o mais permanecendo constante, a tendência é que com o aumento da produção de carne, estimulada pelo aumento de preços no mercado interno e de demanda no mercado externo, ocorra uma nova acomodação com preços menores do que o atual, porém maiores do que do início do processo”. “O aumento do preço da carne decorreu de fatores externos à política nacional. Isso é natural e deve-se esperar que o próprio mercado recomponha o nível de preços. Esse desajuste momentâneo é natural na medida em que houve um aumento da demanda e a oferta possui uma reação não imediata”, completa.


Por Abílio Dantas (O Liberal)

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