Pará e Portugal abrem oportunidades para novos negócios

Na tentativa de instituir um modelo de desenvolvimento harmônico para o Estado, pautado pela sustentabilidade e abertura de novos negócios, Pará e Portugal deram início, na última terça-feira, 3, a uma série de encontros que pretendem alavancar e fortalecer uma parceria internacional ativa e de longo prazo. O evento “Pará, um mundo de oportunidades” deverá reunir ao longo de quatro dias em Lisboa, capital portuguesa, cerca de 150 integrantes do setor empresarial paraense e português. A iniciativa é da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, em conjunto com a Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil – Seção Pará (ADVB/PA), Associação Comercial do Pará (ACP) e Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa).

O intuito é apresentar as potencialidades do Pará como mercado em franca expansão, favorecendo o cenário para a articulação de acordos que envolvam os segmentos de turismo, gastronomia e negócios em geral. Para garantir o sucesso da iniciativa, os esforços estão concentrados no tripé conhecimento-produção-governança. “Mais do que destacar os recursos e riquezas do Estado do Pará, nosso foco é abraçar o setor produtivo, garantindo segurança aos investidores em todo o processo, desde a prospecção do negócio até o escoamento da produção”, afirma Olavo das Neves, presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec).

Apesar dos avanços na busca por alternativas para aquecer o comércio, a crise financeira global que atinge os países em diferentes escalas ainda se mostra como um dos principais desafios a serem enfrentados. De acordo com Jorge Henriques, presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares (FIPA), o ambiente de instabilidade mundial impactou a manutenção dessas parcerias. “É importante que nesse processo de internacionalização seja possível transpor dificuldades com as quais já lutamos, como o obstáculo para a instalação de indústrias no Brasil e no Pará, em particular”, avalia Henriques. “Com o seu potencial, o Pará tem todos os atrativos para essa reaproximação. As indústrias portuguesas estão hoje em busca de novas fronteiras para expandir seus negócios e a oportunidade de trabalhar com produtos locais, tanto matéria prima quanto industrializados, é uma chance extraordinária”, completa.

Para assegurar um crescimento efetivo dessa cooperação e ampliar a rede de suporte necessária para manter o setor produtivo em plena atividade, os governos locais e as entidades do setor tem apostado no diálogo contínuo para incentivar uma participação cada vez mais autônoma destas instituições. “No Pará, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), a Fiepa oferece suporte na capacitação dos profissionais, seja preparando ou requalificando a mão-de-obra local, o que estimula não apenas o aproveitamento do profissional de qualidade, mas também a qualificação dos fornecedores locais”, conta José Conrado, presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa). “Além do apoio do governo, o investidor conta com toda a rede organizada, o que sem dúvida favorece a atração de novos investimentos” avalia.

Sem fronteiras

A construção de uma base de desenvolvimento consistente, associada às facilidades de mobilidade aeroportuária, tem chamado a atenção do setor turístico português. “Identificamos no Brasil, e em especial no Pará, uma frente de negócios sem fronteiras, não só pelas dimensões e riquezas naturais que a região apresenta, mas pelas condições favoráveis ao crescimento do setor”, afirma Francisco Calheiros, presidente da Confederação de Turismo de Portugal. O turismo, inclusive, é um setor que segue otimista em Portugal, visto que mesmo após o delicado período de retração econômica enfrentado pelo país em meados de 2010, permaneceu como protagonista no equilíbrio da balança de investimentos e também no PIB português.

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