Seminário discute as projeções para a economia brasileira e paraense no segundo semestre de 2017

O Pará deve fechar o ano de 2017 com saldo comercial superior a US$13 bilhões de dólares, marcando assim um melhor resultado dos últimos três anos. Além disso, a expansão da Indústria Extrativa destacará o Pará como o estado de maior crescimento industrial no país e o baixo consumo das famílias marcará retração no setor Varejista paraense pelo terceiro ano consecutivo, comportamento também esperado para o setor de Serviços. Esses foram alguns dos dados apresentados no seminário “Projeções e Perspectivas para a Economia Brasileira e Paraense no 2° semestre de 2017”, realizado na manhã desta quarta-feira, 09, no Centro Cultural Sesc Boulevard. Organizado pela Fundação de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), por meio do Grupo Interinstitucional de Análise Conjuntural (GEAC), o evento reuniu representantes de instituições governamentais e entidades de classe para apresentar dados do atual cenário econômico e as projeções para 2017.

Ainda segundo os dados, com investimentos privados de R$ 124,6 bilhões previstos para os próximos três anos, o Pará é o estado brasileiro de melhor atratividade de negócios na atualidade, fato consolidado pela implantação plano de desenvolvimento estratégico Pará 2030, programa do governo do estado de crescimento econômico sustentável.

Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, “a ideia do seminário é apresentar a sociedade paraense quais são as projeções de indicadores para o 2° semestre de 2017. Essas projeções ajudarão os gestores públicos e privados a tomarem as decisões corretas e pensarem em politicas para o setor produtivo ou público, com o objetivo de amenizar os impactos econômicos”, disse.

Durante o evento, foram apresentadas as projeções e perspectivas para a economia brasileira no 2° semestre de 2017, detalhadas pelo conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Felipe Macedo Holanda. “Estamos em um período que paramos de agravar a crise econômica. Estamos estabilizando e iniciando uma lenta retomada, e isso aparece nos indicadores da produção industrial, da ocupação, das expectativas dos empresários, dos consumidores, e isso pelo fato da crise política e das expectativas dos investimentos públicos e privados que continuam bastante deprimidos porque o nível de endividamento das famílias é bastante grande e porque nós temos um comprometimento grande da nossa infraestrutura em função dos efeitos acumulativos da crise. Esse cenário deve seguir assim até o final de 2018. É muito provável que tenhamos uma reforma previdenciária de alcance ilimitado que vai recolocar a necessidade de retomar o problema em 2019. É um cenário bastante desafiador”, disse.

Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec), Olavo das Neves, “os dados aqui apresentados norteiam os órgãos de produção do estado do Pará e nos trazem a luz números importantes que contribuem na gestão de todo um processo que hoje está ancorado no Pará 2030”, disse.

Quem compartilha da mesma opinião é o gerente do Centro Internacional de Negócios, da Fiepa, Raul Tavares. “Todos os encontros dessa natureza tem um grande importância pois esses dados que são trazidos aqui pelaFapespa contribuem na busca de oportunidade de negócios, bem como no entendimento do nosso estado e do rumo que ele precisa tomar”, finalizou.

O seminário contou ainda com uma mesa de debates que foi formada pelo gerente do Centro Internacional de Negócios, Raul Tavares; Olavo das Neves, presidente da Codec; Felipe Holanda, conselheiro do Cofecon; Eduardo Costa, presidente da Fapespa; Miguel Sampaio, vice-presidente da Associação Comercial do Pará (ACP); Sebastião Campos, presidente da Federação do Comércio do Estado do Pará (Fecomércio-Pa); Fabrizio Guaglianone, superintendente do Sebrae-Pa e Alex Moreira, coordenador do Programa Pará 2030.

(Fonte: Ascom Fapespa/Edson Oliveira)

 

 

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